Tive o meu Crédito Habitação recusado, o que posso fazer?

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Não raras vezes, temos clientes que já tiveram o crédito habitação recusado no seu banco e vêm pedir-nos ajuda.

Nesta situação há que ter em conta diversos fatores e teremos de perceber o porquê da recusa por parte do banco, há vários motivos para um crédito ser recusado e se nalguns casos conseguimos ajudar noutros nem por isso, apenas conseguimos aconselhar, vejamos alguns desses motivos:

1. Mau histórico

Se já teve alguma situação de incumprimento dentro do seu banco, pode ser normal e uma consequência normal a recusa de um novo financiamento. Como compreenderá o banco já teve uma situação negativa e não quer ter outra, logo, neste caso o melhor que tem a fazer é ver a possibilidade junto de outros bancos.

2. Taxa de esforço elevada

É talvez das principais causas para a não viabilização de um crédito. A taxa de esforço corresponde à percentagem do nosso rendimento familiar destinado ao pagamento de prestações de financiamentos que temos.

Idealmente a taxa de esforço não deve ultrapassar os 35%, pois tudo o que tiver acima deste valor já excede a sua capacidade máxima, o que não quer dizer que alguns bancos não possam defender uma proposta com valor superior a esta percentagem.

Atualmente os bancos, além da taxa de esforço, medem um indicador que tem em conta mais variáveis que a taxa de esforço, chama-se a este indicador a DSTI (Debt Service-to-Income), e este não poderá ser superior a 50% (contabiliza entre outros fatores, o vencimento líquido, o número de pessoas do agregado, a idade, a profissão e se a Euribor subir 3 p.p se o cliente ainda conseguirá suportar a prestação).

Resumindo, se o pedido que fez, apresenta uma prestação mensal superior a um terço dos seus rendimentos é natural que o processo seja recusado e tenha de baixar o valor do financiamento.

3. Situação Profissional

Uma das primeiras perguntas que os bancos fazem é “É efetivo(a)?”, todos sabemos que a efetividade vale o que vale, mas na banca ainda é algo muito valioso, logo se não for efetivo, poderá aqui encontrar um obstáculo. Quer seja trabalhador a termo certo, incerto ou trabalhador independente, pode ser necessário apresentar fiadores ou uma outra garantia de forma a conseguir viabilizar o seu crédito. Como compreenderá o banco necessita de segurança e de garantias, que por seu lado também lhe interessam a si, imagine que é despedido /a e fica com uma prestação a seu cargo? É essa mesma pergunta que o banco lhe irá fazer e tem de ter a resposta para a mesma.

4. Idade

A idade mínima para se pedir o Crédito habitação são 18 anos, no entanto com 18 anos é rara a pessoa que tem a sua vida organizada financeiramente, logo o mais provável é o banco pedir mais garantias, por outro lado a idade máxima, por norma, são os 75 anos (com exceção da CGD que ainda faz até aos 78 anos).

A idade também tem impacto direto na taxa de esforço, pois à medida que somos mais velhos, temos menos tempo para pagar, logo as prestações mensais são mais altas.

5. Titulares

Se pedirmos um crédito sozinhos é natural que o rendimento seja menor, logo é sempre mais arriscado para o banco, por outro lado se houver mais um titular, conseguiremos certamente um montante maior de financiamento e melhores condições, isto é, se os 2 titulares cumprirem os requisitos mínimos exigidos e não tiverem outros encargos financeiros nem situações de incumprimento.

6. Incumprimentos

É fundamental que não tenha nenhum incumprimento na central de responsabilidades do Banco de Portugal, pois nenhum banco aprova crédito para um cliente com incumprimento. É fundamental consultar o seu mapa de responsabilidades.

Estes são os principais motivos de recusa de um crédito nos bancos, para evitar que lhe aconteça, é fundamental verificar a sua situação antes de submeter o seu processo, como tal é importante que verifique o mapa de responsabilidades, e se tiver algum tipo de incumprimento que liquide o mais rapidamente possível, pois o mapa é atualizado mês a mês.

Se o seu problema for não ter taxa de esforço, a consolidação de crédito pode ser uma boa opção, ou seja, juntar todos os créditos num único, ficando apenas com uma prestação, libertando assim uma maior fatia do orçamento familiar.

Faça um plano de amortização e de poupança de forma a conseguir poupar algum valor para dar de entrada, refletindo-se nos seus extratos bancários.

Seja ponderado(a) na sua análise e realista na escolha do imóvel e no valor do mesmo, de forma a que no futuro não fique refém da sua casa.

Por fim, a explicação de todo o processo e a montagem do processo é fundamental para a aprovação, é importantíssimo explicar tudo, não deixando escapar pormenores de forma a ajustar e encontrar uma proposta ajustada às suas necessidades.

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